sexta-feira, 10 de abril de 2009

É NORMAL QUE MÉDIUNS SE UTILIZEM DE INSTRUMENTOS CIRÚRGICOS?


NÃO ME PARECE, MAS OS INSTRUMENTOS CIRÚRGICOS UTILIZADOS POR MÉDIUNS, QUE NÃO POSSUEM FORMAÇÃO ESPECÍFICA, PODEM SOLICITAR A CURIOSIDADE CIENTÍFICA DOS PESQUISADORES QUE AINDA SE ENCONTRAM NA ESFERA DA INCREDULIDADE DO FENÔMENO MEDIÚNICO. PODEM AINDA ATUAR NO CAMPO PSICOLÓGICO DOS DOENTES, QUE SE TORNAM DESTA FORMA AINDA MAIS RECEPTIVOS AO TRATAMENTO. NO ENTANTO, OS ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS NÃO NECESSITAM UTILIZAR A TÉCNICA HUMANA SE ELES DISPÕEM DE TÉCNICAS SUPERIORES.

CIRUGIAS ESPIRITUAIS NÃO SÃO FEITAS NO CORPO FISICO E SIM NO PERISPIRITO.

A Cirurgia Espiritual não é realizada no corpo físico, mas sim no Corpo Espiritual (perispírito). Ela é totalmente sem cortes, sem dor e sem cicatrizes visíveis ao olho material.

A operação espiritual

O mecanismo da cura não é difícil de ser compreendido, pois é conhecido de todos. Nas enfermidades localizadas no corpo carnal, o processo terapêutico convencional, através de medicação, procura substituir as moléculas desorganizadas, enfermiças, por outras saudáveis. Isto se faz com o uso da química farmacêutica e, em alguns casos, pela conduta cirúrgica.

Nas doenças provenientes do corpo espiritual o processo curativo é exatamente o mesmo, só que realizado por médicos desencarnados. Livres da matéria, os Espíritos podem se encarregar desta tarefa com precisão, pois a tudo penetram com facilidade. Neste último caso, as moléculas substituídas são as do perispírito, causando conseqüências diretas na organização física. A este processo chamamos "operação espiritual".

Os Espíritos Superiores, ligados à área da medicina, realizam as atividades curativas, tendo em vista o alívio do sofrimento dos enfermos que buscam conforto nas casas de caridade.

Nas reuniões de curas, onde acontecerá uma operação de reposição molecular e expulsão de miasmas da estrutura íntima da matéria, os fluidos a serem utilizados serão de natureza fina, impregnados do magnetismo superior.

terça-feira, 7 de abril de 2009

ALLAN KARDEC

ALLAN KARDEC

Allan Kardec ou Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, na França, em 03 de outubro de 1804, e desencarnou em 1869.
Antes de se dedicar à codificação do Espiritismo, exerceu, durante 30 anos, a missão de educador. Foi discípulo de Pestalozzi, tendo publicado diversas obras didáticas.
A partir de 1855 começou a estudar os fenômenos das manifestações dos espíritos que se revelavam pelas mesas girantes, grande atração pública da época na França.
Em 1858, fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a Revista Espírita, lançando na prática o Espiritismo, não apenas em Paris, mas em toda a França, alcançando a Europa inteira e todo o mundo, incluindo a América Latina.
Alguns anos depois de sua morte, foi editado o livro Obras Póstumas, publicado por seus fiéis continuadores, contendo, entre outros escritos inéditos, a sua própria iniciação e a base para a história do Espiritismo no mundo.

CHICO XAVIER

CHICO XAVIER
Francisco de Paula Cândido Xavier nasceu no dia 02 de abril de 1910,na cidade de Pedro Leopoldo no estado de Minas Gerais.
Uns dos maiores, senão o maior médium do mundo, psicografou centenas de livros com mensagens de vários Espíritos de Luz como Emmanuel, André Luiz, Meimei, Maria Dolores, entre outros. Chico Xavier mora em Uberaba (Minas Gerais).
Um Homem chamado AMOR.
Apesar de toda sua importância ele conserva até hoje sua vida simples e humilde. Dedicou quase todos os dias as pessoas que o procuraram, pessoas essas que vinham de todos os lugares, até do exterior. Ele não recebeu até hoje dinheiro pelo que faz,apesar de ter passado por inúmeras dificuldades financeiras, pois ele sabe que sua mediunidade foi dada de graça por DEUS e que ele deve dar seu serviço de graça a todos. Hoje ele não atende a todos, pois sua idade além de avançada, sua saúde está debilitada.
Em 1981, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, com milhões de assinaturas. Não recebeu a premiação, mas tem sido alvo, no Brasil, de inequívoca manifestação de carinho e reconhecimento como autêntico homem da paz.
QUE HOMEM É ESTE?
Adelino Silveira
Para escrever sobre este homem minha incapacidade é tamanha que lanço mão de palavras e frases lidas e ouvidas aqui ou acolá. Tento. Escrevo e apago. Rabisco e risco. Arrisco-me. Nem assim me é fácil expressar o que gostaria de dizer. Mas se você esteve com ele por alguns minutos, ainda que tenha sido uma única vez, não terá dificuldade em entender o que tanto quero dizer e não consigo.
Que homem é este que:
Doente, deu saúde a um incontável número de pessoas;
Pobre de bens materiais, consolou numerosos ricos;
Rico de bens espirituais, jamais esqueceu os pobres;
Sem poder humano, orientou e consolou poderosos;
Sem dinheiro, enriqueceu o século em que nasceu;
Sem títulos acadêmicos, apenas com o quarto ano primário, foi co-autor de verdadeira enciclopédia, versando os mais variados temas sobre ciência, filosofia, e religião;
Apagando-se, iluminou nossos caminhos;
De sua boca jamais se ouviu uma palavra de pessimismo, ódio, condenação ou revolta.
Sua vida foi toda dedicada para que "a fé se elevasse, a esperança crescesse, a bondade se expandisse e o amor triunfasse sobre todas as causas".
Que homem é este que, apesar dos sofrimentos que experimentou em toda a vida, ainda consegue:
Sorrir além do cansaço;
Servir apesar das doenças;
Sofrer sem reclamar;
Fazer o bem aos que lhe fazem mal;
Orar pelos que o perseguem e caluniam;
Ajudar desinteressadamente;
Conversar com os animais;
Amar todos os seres;
Publicar quatrocentos e dez livros, com vinte milhões de exemplares vendidos, sem nunca receber um centavo de direitos autorais.
Que homem é este que, há muitos anos, capa e assunto das principais revistas e jornais do País, nunca perdeu a simplicidade?
Que homem é este que, há alguns anos, retido em sua casa por doenças graves, bastou a simples noticia de que havia voltado a atender para que milhares de pessoas acorressem à cidade onde mora, simplesmente para vê-lo?
Que homem é este que resistiu oitenta e nove anos de massacre com a mesma paciência e serenidade dos primeiros seguidores de Jesus?
Que nunca se cansa de fazer o bem.
Nunca perguntei a este homem se ele é feliz, mas deve ser, porque faz a vontade de Deus. Ele tem um jeito manso de falar, um olhar límpido como um céu sem nuvens, um sorriso franco de quem é autêntico.... Este homem não consegue mais falar sobre o Cristo sem se emocionar até as lágrimas.
Seu nome é Chico, Chico Xavier, a paz que todo mundo quer.

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

SANTA TERESINHA

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido "ponto de Alençon", gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877.

Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina.
Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a "fusão" de Teresinha com Jesus.
No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada decisiva em sua vida, que ela chama de conversão: aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho abandona os cueiros da infância. Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho da perfeição.
Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.
No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.

Começa sua escalada na montanha do amor, descobrindo o amor e a misericórdia de Deus como os maiores tesouros de sua vida. Encontra o Pequeno Caminho, a essência de sua espiritualidade, vida de total abandono e entrega nas mãos de Deus. Em 1893 é nomeada auxiliar de Madre Gonzaga na formação das noviças. Em 27 de setembro de 1894, um grande golpe açoita o coração: falece seu pai, seu Rei.
Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.
No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.
Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.
Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:
Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.
Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou.
Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.
O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva:
Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.
No dia 1o. de agosto havia profetizado:
Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará.
De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil prodígios atribuídos à sua intercessão. Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:
Sigamos o caminho da simplicidade;
Entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor;
Em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus;
E que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações.





RUDOLF STEINER

RUDOLF STEINER


Rudolf Steiner nasceu em Kraljevec, cidade fronteiriça do antigo império austríaco (hoje Croácia). E ele morou em Kraljevec apenas um ano e meio. Porque, já em 1862, seu pai, um funcionário da estrada de ferro, foi transferido para Moedling, perto de Viena. E, meio ano mais tarde, transferido novamente para Pottschach, outra cidade austríaca.
O pequeno Steiner viveu até os oito anos nesta última localidade, cercada de montanhas majestosas e paisagens verdejantes. Sua atenção dividia-se, então, entre a natureza maravilhosa e o mundo tecnológico. Porque a família morava no edifício da estação de trens e ele cresceu vendo o vai-e-vem dos comboios e ouvindo o toque nervoso do telégrafo. Depois de brigar com o professor da escola, o pai decidiu ocupar-se pessoalmente de sua educação, ensinando-o a ler e escrever enquanto executava suas tarefas na estrada de ferro. Steiner era o primeiro filho do casal, mas logo ganhou a companhia de um irmão e uma irmã.
Quando tinha oito anos, uma nova transferência do pai arrastou a família para a aldeia de Neudörfl. Os altos cumes dos Alpes, antes tão próximos, tornaram-se marcos distantes no horizonte. Mas a Serra da Rosália, em cuja encosta ficava a aldeia, forneceu ao pequeno Steiner uma abundante cota de natureza. Em suas florestas, ele podia colher amoras, framboesas e morangos, com os quais complementava o pão com manteiga do jantar. E, a uma hora de marcha, havia uma fonte de água gasosa, que ele visitava diariamente na época das férias. As condições econômicas da família eram as mais modestas. O próprio Steiner referiu-se a elas com humor, anos mais tarde, dizendo que seus pais estavam dispostos a sacrificar até o último tostão pelo bem-estar dos filhos, mas que havia cada vez menos desses últimos tostões.
Em Neudörfl, ele passou a freqüentar a escola, como outros garotos de sua idade. E, aos nove anos, teve o seu primeiro contato com a geometria. Foi uma revolução interior. A existência puramente espiritual dos entes geométricos o deixou literalmente encantado. Muito tempo depois, ele diria que, na geometria, havia encontrado a felicidade pela primeira vez. A geometria forneceu a Steiner uma espécie de justificativa para o que ele mesmo experimentava. Pois, desde antes dos oito anos, começara a vivenciar o dom da clarividência. Para ele, o mundo espiritual.era tão real quanto o mundo sensorial. E, ao lado das coisas "que se enxergam", percebia a presença daquelas "que não se enxergam". Isso representava uma profunda certeza interior. Mas ele precisava provar para si mesmo que sua experiência não era fruto da ilusão. A indiscutível existência dos entes geométricos ofereceu-lhe, indiretamente, essa "prova".
O pequeno Steiner viveu uma dessas experiências inusuais numa sala da estação de Neudörfl. Sozinho, ele percebeu abrir-se uma porta que não pertencia ao mundo físico. Dela saiu uma mulher, que chegou até o meio da sala e disse algo como "procure, agora e no futuro, fazer por mim tudo o que você puder". A entidade fez ainda alguns gestos impressionantes. E desapareceu. Alguns dias mais tarde, o menino soube que, no exato momento em que aquele estranho episódio acontecia, uma pessoa íntima da família se suicidava. Fenômenos como esse são até hoje encarados com desconfiança. Na inculta e preconceituosa Europa Central do final do século 19, então, nem se fala.
Apesar da pouca idade, Steiner percebeu que, se contasse sua experiência, ele se tornaria alvo de deboches – ou até de coisa pior. Demonstrando um auto-controle que seria surpreendente até mesmo num adulto, ele se calou e só comunicou essa vivência infantil muitos anos mais tarde. O episódio da estação foi apenas a primeira experiência propiciada por uma clarividência que, em Steiner, era perfeitamente natural. Uma faculdade psíquica como essa pode produzir efeitos desastrosos numa pessoa mal estruturada. Intuitivamente, o garoto logo percebeu que, se quisesse manter a lucidez e integrar o seu dom numa vida psíquica saudável, precisava construir uma sóbria e sólida visão da realidade. As ferramentas para isso eram as matemáticas, as ciências naturais e a filosofia. O menino teve a felicidade de encontrar, em seu professor e no padre da igreja local, não apenas incentivadores caloroso. Mas também pessoas esclarecidas, que influenciaram fortemente sua própria evolução intelectual. Esse padre reuniu, certa vez, os alunos mais adiantados e explicou-lhe longamente o sistema planetário de Copérnico, os movimentos de translação e rotação da Terra, a inclinação do eixo terrestre e as estações do ano – assuntos que, ainda naquela época, muitos religiosos consideravam tabus. A Steiner, ofereceu um ensinamento extra sobre os eclipses do Sol e da Lua. O entusiasmo causado por essas informações reverberou durante dias na mente do menino.
A partir dos 10 anos, Steiner passou a freqüentar o liceu da cidade vizinha de Wiener-Neustadt. O trajeto até lá era feito normalmente de trem. Mas as freqüentes interrupções no serviço ferroviário obrigavam-no, muitas vezes, a fazer o percurso a pé. Isso significava uma hora de marcha, com tempo bom. Ou uma caminhada bem mais lenta e difícil, com neve até os joelhos, nos dias de inverno. Esses esforços físicos não intimidavam o rapaz. O que o deixava aturdido eram os estímulos sensoriais da cidade grande. Ele se refugiava, então, no mundo puramente ideal da matemática, onde seu espírito se sentia em casa. Em pouco tempo, dominou sozinho o cálculo integral. E, combinando o que aprendia em aula com suas iniciativas como autodidata, adquiriu também notáveis conhecimentos em geometria descritiva e estatística. Quanto à geometria propriamente dita, ele afirmaria mais tarde que estava "completamente doido por ela". A escola soube reconhecer o seu talento e atribuiu-lhe uma nota que jamais havia sido dada.
Aos 14 anos, Steiner adquiriu um exemplar de A crítica da razão pura, de Kant – uma obra filosófica difícil, que muito intelectual adulto não teria coragem de encarar. Como não tinha tempo de ler em casa, pois precisava realizar os deveres escolares e ajudar no trabalho doméstico, resolveu fazê-lo durante as aborrecidas aulas de história. Desmontou o livro de Kant e colou cuidadosamente cada uma de suas páginas entre as folhas do manual escolar. Fingindo acompanhar as exposições do professor, estudou metodicamente a filosofia kantiana. Kant estreitara drasticamente o horizonte cognitivo da humanidade, considerando cognoscível apenas aquilo que podia ser apreendido pelos sentidos. Steiner, que conhecia o mundo espiritual até melhor do que o mundo sensorial, sabia, por experiência própria, que essa posição era, no mínimo, insuficiente.
Todo o grande trabalho intelectual de sua juventude – desenvolvido a partir dos 21, quando editou e comentou os escritos científicos de Goethe – foi pautado pela necessidade de construir uma teoria do conhecimento alternativa à de Kant. Foi com base nela que ele pode, mais tarde, edificar sua antroposofia. Mas, aos 14 anos, a atenção de Steiner ainda estava intensamente mobilizada pelo estudo das matemáticas e das ciências naturais. Bem como pela leitura da história, da doutrina e do simbolismo cristãos. Para custear sua educação, começou a dar aulas particulares, tendo, como alunos, tanto estudantes mais jovens quanto seus próprios colegas de classe.
Aos 18 anos, graduou-se com distinção no liceu, recebendo o conceito "exemplar". Por pressão do pai, que queria fazer dele engenheiro, Steiner se matriculou na Escola Politécnica de Viena. Enquanto as aulas não começavam, prosseguiu sua investigação pessoal da filosofia. Tendo completado o estudo de Kant, vendeu seus velhos livros escolares e, com o dinheiro recebido, comprou uma série de obras dos grandes filósofos do idealismo alemão: Fichte, Hegel, Schelling e seguidores. A questão que o motivava era a atividade cognitiva do "eu" humano. Por experiência própria, ele estava convencido de que o "eu" era espírito e vivia num mundo de seres espirituais. O processo de conhecimento construía uma ponte que ligava esse domínio supranatural à natureza.
Steiner continuava a manter em segredo os seus dons paranormais. Apenas com duas pessoas, ele compartilhou, nessa época, suas experiências. O primeiro era um homem do povo, com mais de 40 anos, que colhia ervas medicinais no campo para vendê-las às farmácias vienenses. Chamava-se Felix Koguzki. O jovem Steiner o conheceu no trem. Era uma pessoa simples, que nada sabia de ciências e filosofia. Possuia, porém, uma sabedoria inata, elementar e criativa. E uma experiência profunda tanto do mundo natural quanto do mundo espiritual. Steiner tornou-se amigo desse colhedor de ervas, junto do qual sentia estar na presença de uma alma muito antiga, que lhe trazia o saber instintivo de uma época intocada pela civilização.
O segundo interlocutor era ainda mais misterioso. Não conhecemos sequer o seu nome. Sabemos apenas que, sob o disfarce de uma profissão modesta, exercia conscientemente uma missão espiritual. Era grande conhecedor de ciências e filosofia e exerceu uma influência profunda na evolução do pensamento de Steiner. Este já havia estabelecido sua grande meta: religar a ciência e a espiritualidade, reintroduzir Deus na ciência e a natureza na religião, e, a partir disso, fecundar de novo a vida e a arte. Seu mestre oculto indicou-lhe o caminho a seguir para alcançar esse objetivo.
O adversário a ser combatido era a visão de mundo materialista e reducionista, que dominava o pensamento científico e toda a consciência intelectual da segunda metade do século 19. Se quisesse vencer esse modo de pensar, Steiner devia começar por conhecê-lo a fundo e reconhecer a parcela limitada de verdade que existia nessa cosmovisão. Só então estaria capacitado a falar ao homem moderno nos termos que ele era capaz de compreender.
Steiner mergulhou ainda mais fundo no estudo das ciências da natureza. E na vibrante atividade dos círculos intelectuais e artísticos vienenses. Aos 19 anos, conheceu um outro homem, que exerceria uma influência decisiva em sua vida: Karl Julius Schröer, poeta e erudito, que lecionava literatura alemã na Escola Politécnica de Viena. Schröer estava trabalhando na edição e comentário da segunda parte do Fausto, de Goethe. Por meio dele, Steiner travou contato com a obra e o pensamento do grande poeta alemão.
A conexão de Schröer com a herança goethiana era tão profunda que, quando conversava com seu professor, por horas a fio, Steiner tinha a sensação de que uma terceira entidade se fazia presente: o espírito do próprio Goethe. Foi por indicação de Schröer que, em 1882, ele foi convidado a editar os escritos científicos goethianos. Steiner os publicou em cinco livros, acompanhados por comentários que mostram o quanto havia progredido em sua própria reflexão filosófica.
Em oposição às idéias científicas de sua época, que concebiam a natureza como um mecanismo frio e sem alma, constituído apenas por matéria em movimento, Goethe (1749-1832) vira o mundo natural como uma uma totalidade viva e orgânica, impregnada de espírito. Essa visão de mundo vinha ao encontro de tudo aquilo que Steiner havia descoberto por experiência própria. Sua grande tarefa foi tornar explícito e sistemático esse pensamento que, na obra de Goethe, é apenas insinuado. Não é exagero dizer que ele a realizou de maneira magistral. Com a edição do último volume dos escritos goethianos se encerrou, em 1897, a etapa inicial de sua vida. Ele estava pronto para voar muito alto, com suas próprias asas.
A partir de 1899 participou da escola para a instrução de operários em Berlim fundada por Wilhelm Liebknecht. Depois de 1902 Steiner começou a proferir palestras a convite do movimento teosófico. Desse movimento nasceu mais tarde a sociedade antroposófica (1913, Munique).
Steiner deu também sugestões para novos caminhos em muitas áreas práticas como na pedagogia, na medicina, na agricultura, na arquitetura, e artes. Seus livros abordam os mais variados temas e são amplamente divulgados.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mãe Maria

Mãe Maria
NOSSA SENHORA nasceu pura e sem qualquer mancha, isenta dos efeitos do Pecado Original e exuberante de graças pelo Altíssimo, pelo mérito de ser a MÃE DO SENHOR. O fato provavelmente ocorreu no ano 732 da fundação da cidade de Roma, se aceitarmos que JESUS nasceu no ano 748, segundo os calculos elaborados por especialistas, confirmando deste modo, que a VIRGEM MARIA tinha 16 anos de idade quando deu à luz ao REDENTOR na Gruta de Belém.
Quanto a data, a Igreja celebra a Festa da Natividade da MÃE DE DEUS em 8 de Setembro, embora nossa MÃE SANTÍSSIMA por mais de uma vez nas Aparições de Medjugorje, informou aos videntes que Ela nasceu no dia 5 de Agosto.
Foi completar os doze anos de idade, que aconteceu a primeira manifestação decidida de MARIA, quanto ao ideal de sua vida. Seus pais conversando com ela sobre as formalidades da lei e o grande interesse dos jovens por ela, abordaram o assunto de um possível casamento. Presume-se que ela com o maior respeito e obediência deve ter argumentado, dizendo que embora o coração de seus pais desejassem uma "aliança" , seus sentimentos evoluíam em direção a um projeto mais sublime e maravilhoso.
Na verdade, pelos papiros sagrados MARIA conheceu o CRIADOR e logo apaixonou-se por ELE, pela grandeza do Amor Divino e a incomensurável magnitude da misericórdia do SENHOR. Vivia imaginando em pensamentos as manifestações Divinas que lia nos papiros e seu amor crescia cada vez mais, e evoluiu tanto, atingindo tal grandeza, que ocupou sua mente e todas as fibras do coração. Ela sentia que era uma necessidade de sua alma agradar a DEUS em todos os momentos, e por isso, mesmo nos trabalhos diários, nas menores e mais modestas ocupações, procurava faze-las com interesse, zelo e perfeição, porque compreendendo que todos os seus atos eram parte do viver cotidiano, fazendo-os revestidos de mais atenção e amor, indubitavelmente ia agradar muito mais ao SANTO PAI. E assim Ela fazia!... E sempre preocupada em inovar, em descobrir novo modo, um gesto mais significativo, que mostrasse a delicadeza e imensidão de seu amor, para agradar ainda mais o CRIADOR, idealizou o cultivo de uma virtude que iria conduzi-la a uma decisão séria e singular, qual seja, de manter a virgindade, como a melhor maneira que encontrou para agradar o PAI ETERNO.
Mas naquele tempo, os costumes e a lei judaica não prescreviam a virgindade, simplesmente ela não existia, porque toda mulher devia casar-se para ter os seus filhos e criar a sua prole. Então cristaliza-se a coragem e expressão máxima da força de vontade de uma mulher! Ela imaginou um modo mais santo e genuíno de agradar a DEUS e decididamente colocou-o em prática, tranqüila e sem temor. Arriscava-se a ser escarnecida por sua comunidade, ser considerada castigada pelo SENHOR, por não se casar e não ter filhos, isto porque, a mulher que não tinha filhos era considerada desonrada, tratava-se de um fato ignominioso, considerado até mesmo um castigo Divino. (Gn 30,23)(1 Sm 1,5-8) Entretanto MARIA permaneceu firme e inabalável em sua resolução, no ideal secreto que somente Ela e o SANTO PAI conheciam.
José era carpinteiro e fabricava diversos utensilios de madeira: portas, janelas, carroças, arados, etc. Teve mais coragem que os outros rapazes e aproximou-se da família do senhor Joaquim, estabelecendo amizade com todos, porque simpatizou-se com MARIA e desejava frequentar a residência de seus pais.
Num dia, quando os dois jovens conversavam sobre a existência, ela explicou-lhe que gostava da companhia e inclusive simpatizava com ele, mas desejava que continuassem como bons amigos, porque o seu ideal era outro. Contou-lhe que tinha dedicado toda a sua vida e sua virgindade a DEUS, que verdadeiramente era o seu grande amor e por quem o seu coração apaixonadamente pulsava forte com todas as veras de sua alma.
José ficou perplexo!... Não acreditava que estivesse ouvindo aquelas palavras... Como todo judeu, queria casar-se, ter filhos e construir sua descendência. Por isso, admirado com aquela revelação, não soube o que dizer, via seus sonhos soçobrarem sob a força das palavras da mulher que amava, como pequenos castelos de areia na praia destruídos pelas ondas do mar.
Com o coração transbordando de ternura foi ao encontro de MARIA ... Fixou nela o seu olhar e com a convicção de ter feito a melhor escolha, propôs-lhe que ele também faria o voto de castidade perpétua se ela se casasse com ele, para juntos dedicarem a DEUS a pureza da virgindade, o trabalho de ambos e a própria vida.
MARIA aceitou a proposta de José, era a solução ideal para os dois, porque casados podiam cultivar a castidade sem que ninguém percebesse, concretizando o nobre e singular objetivo para felicidade do casal e demonstração de um profundo e imenso amor ao CRIADOR.
Certa tarde, tinha MARIA terminado as ocupações domésticas e descansava em seu quarto. Meditava sobre a verdade dos papiros sagrados, sobre o seu noivado com José e sobre o seu incontido e irrefreável amor por DEUS. Eis que de súbito, apareceu-lhe um Anjo do SENHOR. MARIA tremeu de emoção... E com o susto do inesperado colocou-se de pé. Muito embaraçada, fitou-o em silêncio. O Anjo sorrindo cumprimentou-lhe: "Alegre-te cheia de graça, o SENHOR está contigo"! (Lc 1,28)
Ouvindo a saudação ficou admirada e deve ter pensado: Mas o que é isto, meu DEUS? E respondendo ao cumprimento, inclinou levemente a cabeça, permanecendo em silêncio e olhando para ele. Manifestando júbilo, o Anjo procurou tranquilizá-la, dizendo-lhe que era o Arcanjo Gabriel e estava cumprindo as ordens do Céu: "Não tenhas medo MARIA! Encontraste graça junto de DEUS". (Lc 1,30) E revelou que o SANTO PAI lhe tinha cumulado de graças e que ela era alguém muito especial no Paraíso Divino. E continuou: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de JESUS. ELE será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o SENHOR DEUS lhe dará o trono de Davi, seu pai; ELE reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim". (Lc 1,31-33)
Com três meses, a gravidez de MARIA já se fazia notar. De modo que chegando em Nazaré, seus pais, parentes e amigos, exultaram com a novidade, porque embora ainda estivesse noiva, no período chamado "Condução", a gravidez era considerada legal.
Entretanto, José não estava entendendo o que ocorria com sua noiva. Mesmo com íntegra formação religiosa e tendo plena convicção das virtudes de MARIA,ficou confuso e perturbado, afinal, como justificar aquele acontecimento?
Eis que em sonho um Anjo do SENHOR lhe disse: "José filho de Davi, não temas receber MARIA, tua mulher, pois o que nela foi gerado vêm do ESPIRITO SANTO. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de JESUS, pois ELE salvará o seu povo dos seus pecados". (Mt 1,20-22)
No dia acertado para a Celebração das Bodas, o esposo ia a tarde, em traje de gala e acompanhado de amigos e músicos à casa da noiva. Formava-se então o cortejo, um espetáculo de grande pompa e júbilo. Enquanto grupos de virgens dançavam e entoavam epitalâmios, trazendo uma grinalda de flores numa das mãos e uma lâmpada acesa na outra, címbalos, tambores, pífaros e flautas, em estrondosa algazarra, convidava o povo à participar da mesma alegria. O clímax de todo Casamento era o banquete. Apenas os esposos entravam no seu domicílio, começava o Banquete Matrimonial que geralmente durava uma semana, e era sempre cenário de muita confraternização entre os participantes. Por certo, assim também foi o Casamento de José e MARIA
José que tinha nascido em Belém, viajou para lá com a esposa, para cumprir um dever cívico e atender a ordem emanada do poder romano, muito embora MARIA já se encontrasse no final da gravidez. Por essa razão a viagem não foi em caravana, devem ter utilizado atalhos e caminhos secundários, para não transitarem pela estrada principal. Deve ter sido uma viagem calma, bem vagarosa, somente o casal utilizando burricos mansos, com diversas paradas e pernoites, em locais ermos onde não despertassem atenções
"Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto e ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na estalagem". (Lc 2,6-7) Sim, porque na estalagem o lugar era por demais público para nascer o FILHO DE DEUS.
MARIA de Nazaré foi a MÃE preciosa que o SENHOR necessitava, porque sempre esteve ao lado do FILHO, dedicando-lhe todos os cuidados e carinhos maternos, manifestando palavras de amor e de consolo nos momentos mais difíceis, envolvendo-O com a ternura de seu lindo e apaixonado olhar, amenizando suas dores, decepções e seus abomináveis sofrimentos.


DR : FRITIZ

Adolph Frederick nasceu em 27 de abril de 1874, na cidade de Dantzig, que na época estava anexada à Prússia Ocidental.

Formou-se em medicina pela Universidade de Varsóvia, graduando-se como cirurgião em 1897. Tinha 23 anos de idade e esbanjava a sua juventude entre os estudos (sérios) e a boemia (controlada) que o levava amiúde de Varsóvia a Munique, na Bavária alemã - para onde sua família se mudou em 1890, no auge do movimento prussianista -, e de Munique a Barcelona, na Catalunha espanhola

Naquela época, foi amante de uma cigana chamada Guadalupe, o grande amor da sua vida. Guadalupe era três anos mais velha que Adolph Frederick, que quando a conheceu estava com vinte anos. Bonita, exótica, os cabelos longos e negros escorrendo-lhe pelo pescoço, tinha um rosto diferente, emoldurado por grandes olhos de um preto azeviche, o nariz Lombardo e lábios que pareciam prontos para beijar. Sua cultura se restringia aos ensinamentos ciganos, mas o seu caráter, típico da raça, era forte, dominador. Pode-se dizer que, quando Guadalupe queria, tinha que ter. E que, quando amava, tinha que ser amada. Ela sempre o quis. E sempre o amou. Tiveram uma filha,Sheila, que Adolph conheceu algum tempo depois quando Guadalupe, após ter desaparecido de sua vida por algum tempo, lhe entregou a menina para que criasse nos seus costumes. Guadalupe estava tuberculosa e desenganada, vindo a falecer tempos depois.